
Não sou nenhuma beleza incontestável. Digamos que eu chame a atenção na “night” mais pelo meu anti-socialismo (vulgarmente apelidado por “marra”, coisa que não concordo. Quem tem marra é puta, ou playboy, e nasci homem e em berço de palha)que pela minha beleza. Como tem gente interessada eu juro que não sei... Creio que seja aquela coisa do ser humano querer o inatingível, testar seus limites. Quanto ao inatingível, não, não me acho gostoso nem bonito e como já disse, nada incontestável. Minha beleza é rústica, não sei explicar e primo mais em outros fatores tais quais pelo bom papo, decorrente da minha inteligência, que modéstia à parte é bem grande e pelo meu humor hiprsuperultramega ácido e sarcástico, quanto ao ser charmoso, não comento. Me acho normal, até seco demais pra ser um padrão de charme e tanta negativa pode levar acrer que tô positivando e soar como narcizismo. E não é o caso. Lembro-me de um fato em Curitiba:
-Alô
-Di Rio, vamos ao Taj (uma restaurante maneirissímo de musica Lounge ambiente e comida Tailandesa, hiper bem frequentado no bairro nobre da elitizada Curita chamado Batel.
-Claro Nego, vamos. Quem vai?
-Eu, você e 2 putas.
-Como assim?
-Putas! Meritíssimas, garotas de programa, bocetudas, gostosas! Entendeu carioca?
-Meretrizes você quer dizer certo? Mas como assim? Onde você arumou isso?
-Cara, vamos. Passei a noite aí num lugarzinho e descolei.
-Me recuso a pagar por sexo cara. (mesmo sabendo que tô na seca, pois nunca vi tanta mulher fresca por metro quadrado quanto naquela cidade)
-Aí que tá! Elas vão normais pô! Tão de folga.
(juro que aquele “elas vão normais” me assustou)
Qual o homem que vai mentir que nunca comeu uma puta ou nunca frequentou um puteiro.MEN-TI-RA! Me arrumei, pensando que meu jejum poderia acabar, mas não coloquei muita esperança. Confesso que além de ser feio, sou chato. Ah, FO-DA-SE, sou mesmo. Se a puta não for boa, não como mesmo e não pago a conta.
-Alô, Nego?
-Cara, ainda faltam 40 minutos pro combinado!
-Não sua anta, (trato carinhosamente quem eu amo por apelidos toscos) não to te ligando pra isso.
-Porra Di Rio, você é chato. Que houve dessa vez.
-Se a puta não for boa, eu não vou comer.
...silêncio no tel.
Ah,e se não for simpática também não como.
Desliguei o tel.
Enfim, quando cheguei no Taj, a puta parecia uma lumbriga e pra minha decepção, se vestia e se portava como tal (como puta, se fosse como uma lumbriga, cairia melhor) e se achava ainda (pra minha felicidade) o último bis do pacote. Eu detesto, abomino pessoas marrentas. Você não tem que ser o Mister Sorriso e efusivo ao extremo, mas pera lá, acho a soberba uma coisa escrota. Você tem o direito de ser o que quiser, e eu defenderei esse direito até minha morte. Você pode ser um mau-caráter (têm hífen? Foda-se, tô preguiça de abrir a gramática agora), um Don Juan, o mais simpático, o que quiser, mas pelo amor de Deus, não o seja forçadamente. A puta era tão forçada a ser cheia de si que me despertou a vontade de testá-la, (pro meu azar) e cuidar do meu ego pegando-a. Cara, eu ganhei um não da Lumbriga! Fiquei pasmo. Já ganhei váaaaaaaarios nãos na vida (me refiro a todas as situações, não só amorosas) e sei lidar com eles muito bem, apesar dos nãos femininos não terem sido em grande escala, pois não sou de puxar braços e cabelos em boates com cantadas de pedreiro implorando: -Fica comigo? (com o sorriso do Bozo escancarado) Mas aquele não ali, talvez por eu estar fragilizado pela solidão e frio da cidade, não caiu legal.
-Nego, pq ela me deu um não?
-Falou que tu é feio pra caralho.
-E você realmente é direto!
Fiquei inconformado com o não da Lumbriga, mesmo não querendo ficar com ela de verdade (eu nunca em sã consciência daria uma chance se que a ela). Passei o resto da noite com o ego arranhado e ainda tendo que aguentar a alta (socity) de Curita me olhando torto pelo fato daquele ser se modos estar ao meu lado. A garota do Júlio era super gente boa, mais bonita e sabia se portar. Bom, me acabarei nas maravilhosas caipirinhas de maracujá com canela pra curar minha ressaca moral.
Semana seguinte:
-Nego, Taj?
-Chama as freiras?
-Não. Prefiro a companhia da minha caipirinha de maracujá com canela.
No Taj, estava eu encostado no balcão, assistindo a panelinha de amigos, ops, rodinha de amigos do meu amigo conversando, e eu, naturalmente fiquei de fora, só observando. Me entra na roda (de amigos, nunca na minha!) uma loira, que meus Deus, que pernas eram aquelas?
Hora de discutir a beleza feminina.
Primeiro que pra mim, beleza é relativo. Segundo que detesto (no sentido e querer pra mim) mulher muito bonita. Terceiro que gosto do conjunto. Prefiro uma mulher de beleza mediana, que me atraia o mínimo necessário, mais pelo charme e pela cabeça,o que inclui bom papo, bom senso e por aí vai, do que uma beldade sem nada na cabeça. Afinal, é aquela coisa, melancia grande e mulher muito gostosa, ninguém come sozinho.
Sem hipocrisia, óbvio que admiro a beleza feminina. Estava numa boate, não iria arrumar um casamento ali (?) então, o que chama a atenção primeiramente (naquele lugar) é sim a beleza física.
Continuei encostado no balcão observando a conversa quando a loira virou pra mim:
-Você deixa eu encostar aí?
-Aqui onde? Na minha posição?
-Sim.
Eu já estava numa posição digamos, desconfortável, pois estava total fora da roda e ainda encostado sozinho no balcão. Achei imensa a petulância daquele lindo par de pernas loiro, mas já era de se esperar, bonita, loira e Curitibana, o que mais eu poderia esperar além de soberba? Ainda assim, por ser amiga do meu único amigo lá, apenas sorri levemente e sem dar uma palavra apenas cheguei para o lado, deixando livre o espaço que ela queria, depois disso, voltei a me concentrar na minha caipirinha.
-Ei, você não é daqui né?
-Não, não sou mes-mo.
-De onde?
-Talvez de Marte, ainda tô explorando o meu ser.
(voltei pra minha caipirinha)
-É. Você não é.
Voltei a me concentrar em minha caipirinha, porém intrigado pela pergunta da loira.
-Ei, como você sabe que não sou daqui? O Júlio falou?
-Ué, o moço está disposto a se abrir pra um papo agora?
-Olha, a me abrir nem sempre, e quando não conheço, pior ainda. Vai que esse tal de “Papo” é um negão e tal e .... ah, você sabe! Mas podemos conversar sim.
-Por isso!
-Como assim?
-Eu pedi o lugar e você sorriu, quando 99% dos homens daqui não sairiam ou me cantariam.
-Hum, entendi. E você não gosta dos homens da sua própria cidade?
-Não é minha cidade, não gosto de homens exibidos, de academia, que se depilam, que não são inteligentes e que o papo se resume ao número de ampolas de compraram na academia.
-A Loira é exigente hein? (falei em tom de sarcasmo)
-Isso é o mínimo. Além do mais, curto homens grandes. Grandes sabe? Não malhados, inchados! Homem homem! Com pêlos, barriga de cerveja e um bom papo. E ah, isso não foi uma cantada.
A Loira tinha um ótimo papo, mas Curitiba não era mesmo lugar pra mim. Ali minha inteligência era posta a prova toda hora com as coisas mais imbecis que se possa imaginar e realmente, não seria ali. Me interessei por ela, e acho que foi mútuo, mas não sei por que o interesse cessou, ficamos amigões e além disso, ela foi transferida pra Salvador, e um pouco antes de acontecer, ela arrumou um namorado que era realmente fiel às características que ela admirava. Em nosso último diálogo quando eu morava em Curitiba ela me disse: -Cara, se puder, more um dia em Salvador. Felipe, é a tua cara!
Hoje tive o prazer de encontrá-la no msn e resumindo o diálogo:
-Casou?
-Que nada. Mas to namorando!
-Felipe! Quando você vai dar o prazer de uma verdadeira dama apreciar seu bom papo?
-Tô tentando querida Loira!
-Eu casei com meu Ogro! Tô feliz da vida!
-Fico feliz por você, de verdade!
-Cara, você é incrível. Mesmo. Posso te contar uma coisa, agora que somos amigos, tô casada, você namorando e não rola mais maldade?
-Claro minha querida companheira de confissões Curitibanas!
-Cara, eu te achei um gato, hiper charmoso e me tentei por você! Mas hoje agradeço não ter rolado nada. Eu tava no início do meu rolo com o Ogro, e teríamos estragado nossa amizade.
-Nos aprecíamos como amigos, isso é normal.
-Posso te dar um conselho? Já dando!rs Repito: -Cara, case e vá pra Salvador! É tudo e é a tua cara!Só voltei pois o contrato com o Club Med acabou!
-Vou fazer isso! Talvez eu não case e vá pra Salvador.
-Não entendi Felipe.
-Talvez eu vá pra Salvador e me case!
-Seu senso de humor continua o mesmo.
-Loira, você sabia que eu achei o significado pro nome da cidade de Curitiba?
-Jura? Fala aêeeew!
-Vêm do Grego: Ritiba quer dizer do mundo.
-Eu disse que seu senso continua o mesmo!
Cara, um resumo lógico dessa imensa sopa de letrinhas.
1- Quando forem à Curitiba, conheçam o Taj, realmente vale a pena. Pelo som, decoração, menu (também servem comida Japonesa) e se apreciam beleza externa, estarão bem servidos. 2 - Beleza não põe mesa. Foi muito melhor pro ego ter sido chamado de gato por uma linda (e inteligente mulher) mesmo que a tal seja “apenas” minha amiga do que ter levado a lumbriga pra cama. 3 - Eu me enganei mesmo naquela ocasião. Nem todas as pessoas de beleza elevada são soberbas. 4 - Nem toda loira é burra.
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