
Quando ela chega...
Não há data precisa, não há momento,circunstância. Vêm sublime, sem avisos e não há nada que alarde, ao menos com o mínimo indicativo, muito menos com tal proporção ao estrago que ela faz. É injusta,deveria sim, vir com mil placas de perigo, adornos em “rosa cheguei” rodeada ainda de letreiros luminosos. E quem disse que a vida é justa?
Nem o mais farejador dos cães nos avisa. Não dispõe de tais mecanismos avançados que nos alertem dessa intrusa. Um furacão. Nada mais, nada menos. Ela chegou. Como era previsto, você foi o primeiro a sentir, porém, o último a saber. Transtorno. Você seus planos embaralharem, suas metas se confundirem, o seu tempo passar ou parar, sempre inversamente proporcional ao que você quer. Prioridades? Você não sabe mais o que é.
Ela causa dependência, sem cura, antídotos, remédios ou qualquer curativo que alivie seu efeito. A tortura torna-se maior por não vê-la, não tocá-la e assim, não poder tirá-la a força. Ela te dominou sem te dar defesas e te dopou a ponto de uma hora qualquer fazer você rir de tal covardia. Isso te consumirá, te fará arder e perder o sono. Como um bom dependente, você verá um zumbi ao olhar-se no espelho e o efeito atordoante é que ainda assim, não terá forças pra mandá-la embora de vez. Verá suas idéias tão confusas quanto um nó de rodovias sem placas e assim, perderá a noção: Te fará bem ou mal?
A essa altura, pouco importa. Tornar-se-á daltônico, e a confusão de cores te fará enxergar tudo azul, até o dia mais cinzento. Ela chegará quando você estiver menos disposto, quando não tiver a mínima vontade de compartilhar e em sua fase mais egoísta, ainda assim, você terá coragem de mandá-la embora. Os sintomas, já tornaram-se normais. E tudo que pedirá a Deus nessa hora é que chegue logo o momento de vocês estejam juntos e desfrutem os sintomas lado a lado.
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